Este trecho do rio Tua precede à confluência no Douro, com o progressivo encaixe do leito entre margens que, de norte para sul, vão sendo cada vez mais declivosas e escarpadas. De matriz granitica, toda a paisagem, mesmo fora da influência directa do encaixe do rio, é geralmente agreste, sulcada pelas ribeiras subsidiárias e com as cumeeiras coroadas por blocos ciclópicos. Na parte sul deste trecho de terreitório, o coberto vegetal é condicionado por esta morfologia do terreno mais agreste e pelo clima, que oscila entre os frios rigorosos no Inverno e o calor abafado e seco no Estio, insinuando-se em matos que contornam os afloramentos ou cobrem as poucas áreas terrosas. A humanização desta paisagem é timida, com a agricultura a remeter-se a alguns interflúvios de cume plano e aos raros terraços de meia encosta. Já na parte norte deste território, em que a morfologia do terreno oferece algumas zonas mais planas, de suave ondulado, predomina o uso agrícola característico da Terra Quebte transmontana, em que as parcelas de olival, vinha, amendoeira e pomar desenham as suas geometrias na paisagem. Mas numa e noutra destas duas zonas o povoamento é especialmente disperso, com as aldeias, de pequena dimensão, isoladas pela adversidade dos acessos.
A abundância dos vestigios pré-históricos da presença humana nestas paragens sugere, por outro lado, que estas mesmas condicionantes de isolamento terão constituído critério de preferência para os construtores de dólmenes e de castros.




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