Camiller,
a lente oculta foi à pesquisa como tu sugeriste
.
Graças aos ideais da
Revolução Francesa, cujas raízes vêm dos
filósofos do século XVIII, desde um Rousseau
até Voltaire, eis que novos ideais de liberdade, da
fraternidade e da igualdade são lançados.
Na Inglaterra também esses ideais são fomentados,
criando-se toda uma nova dinâmica cultural com as chamadas
“ sociedades de pensamento”, em que se discutiam os
diversos aspectos da vida humana.
Toda essa actividade espalha-se por vários países,
com ideais do iluminismo e do romantismo, com Goethe na Alemanha,
etc.
Abrem “Os Estados Gerais” mas a Revolução
Francesa estava já em ritmo acelerado.
Nesse período confuso, eis que acaba por sair a
declaração dos direitos do homem e do cidadão
que garante a todos a liberdade e a igualdade.
Só que dos ideais até à realidade houve uma
longa distância que continua.
Segue-se um período de lutas e atrocidades que nada tinham a
ver com os ideais de fraternidade mas os ventos da
descentralização cultural estavam dando frutos e
iriam dar muito mais.
No meio de tantas alterações e lutas, de
mudanças, a 1789, eis a data que se considera como a da
Revolução Francesa, somente há muito já
os ideais revolucionários estavam em marcha.
Todavia, os ideais do liberalismo já vinham dos EUA como na
Inglaterra, com a Magna Carta, que remonta ao século XIII,
1215, que daria lugar à criação de um
Parlamento, embora oriunda dos senhores barões, mas um
documento que era inovador com ideais de justiça, de
respeito por alguns direitos humanos, desde a vida, a liberdade, a
propriedade, etc, quando por toda a parte dominava o
feudalismo.
Em França, surge o Ensino Primário do Estado, como
gratuito e obrigatório, num país, como noutros, onde
o analfabetismo dominava.
E é assim que surgem as Sociedades de
Instrução e Recreio ou Cultural ligadas às
Filarmónicas e logo a seguir o seu palco: O
CORETO.
Texto retitado em www.frenteoeste.com
Comentários