Na fachada principal destaca-se o portal, inscrito em alfiz, cujos lavores flamejantes são caracteristicos da linguagem decorativa do ciclo manuelino. É formado por uma grande ogiva lanceolada e ornada de cogulhos, flanqueada por pilastras pinaculadas, onde se abrem nichos, ligadas por um renque horizontal de flores-de-lis. Sobre a porta rectangular, de ângulos arredndados, desenha-se o timpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado. Nas enjuntas podem ver-se a esfera armilar, a cruz de Cristo, as armas régias, ou seja, a simbologia recorrente do periodo manuelino.
A empena recta, sobre o óculo, remata a fachada por outro renque de flores-de-lis, idêntico ao que encima o timpano do portal. É enquadrado por pináculo, com uma imagem em pedra, trajando de armadura, sobre a qual se mantém a dúvida sobre se se trata de São João Baptista ou São Jorge.
Do lado esquerdo da frontaria, ergue-se uma volumosa torre sineira, de planta quadangular, que passa a octogonal ao nivel das ventanas, rematada por um grande coruchéu piramidal, cintado por dois por dois anéis de pedraria. A torre ostenta um relógio proveniente da Porta do Sol do Castelo dos Templarios e aí colocado em 1523, por decisão de D. João III. Junto à pedraria da base, a oeste, encontram-se os restos relevados de uma pedra de forma trapezoidal, provavelmente oriunda de um tímpano, com dois leões a ladear um ramo florido e dois cachorros salientes, também esculpidos com animais.



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