Situada na cerca do castelo, foi classificado Monumento Nacional em 16-06-1910.
Segundo leite de Vasconcelos, terá sido edificada no inicio do século XIII. Pedro Dias, porém, analisando o aparelho da silharia, a decoração da cachorrada e a configuração da cisterna, atribui-lhe origem mais tardia: meados do século XIV ou mesmo mais tarde.
De planta pentagonal irregular, este singular edificio é constiuído por duas estruturas aparentemente autónomas. Uma subterrânea, a Casa da Água, consiste numa xiaterna de grandes dimensões coberta por abóbada de berço. A outra, sobreposta à anterior, apresenta paredes percorridas por uma série continua de onde uma bancada de granito disposta em todo o perimetro sugere ter servido de sala de reunião aos «homens-bons» do municipio.
Se a função da cisterna como reservatório de água de abastecimento ao castelo e à cidadela não merece dúvidas, já a do edificio quelhe sobrepõe tem suscitado alguma polémica, embora seja comummente aceite que, pelo menos a partir do século XVI, tenha sido utilizado como Paços do Concelho. A própria designação por que é actualmente conhecido - Domus Municipalis - só lhe foi atribuida em finais do século XIX.








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