Página Inicial Data de criação : 07/09/01 / Última actualização : 08/08/12 23:53 / 804 Artigos publicados
 

Domus Municipalis (ou Casa da Água) - Bragança  Inserido Thursday 07 August 2008 23:41

Blogue de lenteoculta : Lente Oculta, Domus Municipalis (ou Casa da Água) - Bragança

Situada na cerca do castelo, foi classificado Monumento Nacional em 16-06-1910.

Segundo leite de Vasconcelos, terá sido edificada no inicio do século XIII. Pedro Dias, porém, analisando o aparelho da silharia, a decoração da cachorrada e a configuração da cisterna, atribui-lhe origem mais tardia: meados do século XIV ou mesmo mais tarde.

De planta pentagonal irregular, este singular edificio é constiuído por duas estruturas aparentemente autónomas. Uma subterrânea, a Casa da Água, consiste numa xiaterna de grandes dimensões coberta por abóbada de berço. A outra, sobreposta à anterior, apresenta paredes percorridas por uma série continua de onde uma bancada de granito disposta em todo o perimetro sugere ter servido de sala de reunião aos «homens-bons» do municipio.

Se a função da cisterna como reservatório de água de abastecimento ao castelo e à cidadela não merece dúvidas, já a do edificio quelhe sobrepõe tem suscitado alguma polémica, embora seja comummente aceite que, pelo menos a partir do século XVI, tenha sido utilizado como Paços do Concelho. A própria designação por que é actualmente conhecido - Domus Municipalis - só lhe foi atribuida em finais do século XIX.

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Castelo de Bragança/Museu Militar  Inserido Wednesday 16 July 2008 00:33

Blogue de lenteoculta : Lente Oculta, Castelo de Bragança/Museu Militar

Classificado monumento nacional por em 16-06-1910.

O morro onde se situa o castelo e a cidadela de Bragança terá tido uma ocupação pré-histórica, como o testemunham vestigios arqueológicos de um povoado - Brigancia - que na época romana se tornou importante cidade, ponto de convergência de estradas militares. Já na Idade Média, depois de uma malograda tentativa de repovoamento do outeiro de - Benquerença por parte de Fernão Mendes, rico-homem cunhado de D. Afonso Henriques, D. Sancho I insistiu, agora com êxito, na fixação de um povoado, a que concedeu foral em 1187 e que mandou cingir de muralha defensiva.

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Convento e Palácio de Mafra  Inserido Tuesday 10 June 2008 21:17

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Ostenta planta composta articulada em dois corpos principais da secção rectangular. O corpo leste, exclusivamente destinado à zona conventual, estrutura-se em torno de um claustro quadrado, registando-se entre os compartimentos mais notáveis, a biblioteca e as cozinhas. O corpo oeste, de maior escala, apresenta eixo de simetria estruturado pela basilica de planta longitudinal, com capelas intercomunicantes, incluida em pátio quadrado circunscrevendo dois corpos secundários, norte e sul, igualmente definidos em redor de pátios quadrados. Do conjunto merecem realce a casa do capitulo, a sacristia, a Capela dos sete Altares, a Casa das Colunas e o Jardim do Buxo. A basilica é precedida por uma galilé com mármores em tom de azul-cinza. Sobressai de cada um destes corpos, nos ângulos com a fachada principal, um torreão de planta quadada e cobertura bolbosa. esta fachada encontra-se estruturada em três pisos e articulada em nove corpos distintos, sendo os extremos os torreões referidos e o central a fachada da basilical. No primeiro andar do alçado basilical rasgou-se uma janela destinada ao rei, comparável à Janela das bençãos de São Pedro de Roma, aberta a partir da Sala das Bençãos, autêntica tribuna real donde assistia aos serviços litúrgicos. Precedendo a capela-mor, sobressai o interior da cúpula.

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Convento e Palácio de Mafra  Inserido Saturday 31 May 2008 23:30

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Em 1729 trabalhavam no estaleiro de Mafra 47 836 operários e no ano seguinte foram realizados em Antuérpia os carrilhões da Basilica: 57 sinos para cada uma das torres. A basilica foi sagrada em 1730, prosseguindo as obras num ritmo menos veloz e sob a orientação do arquitecto Custódio Vieira. O conjunto foi considerado concluido em 1744, embora faltassem alguns detalhes. No inicio, o convento foi habitado por 342 religiosos, 203 sacerdotes, 45 coristas, 10 noviços, 60 leigos e 24 donatos. Um breve pontificio determinou, em 1770, a ocupação do convento por cónegos regrantes de Santo Agostinho, sendo o claustro abandonado pelos Arrábidos no ano seguinte. Começou então a funcionar o Colégio Real de Mafra, sob a coordenação do cardeal da Cunha, que encomendou ao arquitecto Manuel Caetano de Sousa a conclusão da biblioteca, cujas estantes não chegariam a ser douradas. Por vontade de D. Maria I os Cónegos Regrantes abandonaram Mafra, em 1792, regressando os Arrábidos. Entre 1806-1807 o palácio funcionou como residência real principal de D. João VI e D. Carlota Joaquina, realizando-se várias obras de beneficiação dos interiores, de que são exemplo as salas do Trono, da Guarda e de Diana, ali tendo trabalhado os pintores Domingos Sequeira, Vieira Portuense e Cirilo Wolkmar Machado. Com a expulsão das ordens religiosas,, em 1834, o convento foi incorporado na Fazenda Nacional, ficando à quase total disposição do Ministério da Guerra em 1841. Durante o reinado de D. José I criou-se em Mafra a importante Escola de Escultura, sob a direcção de Alessandro Giusti, onde se formaram artistas como Machado Castro.

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Convento e Palácio de Mafra  Inserido Tuesday 13 May 2008 23:43

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A basilica, dedicada a Nossa Senhora e a Santo António, foi concluída a 1728, à excepção do zimbório. Inicialmente o programa do convento foi destinado a albergar 13 frades, dendo depois multiplicado para poder abrigar 300 religiosos. A magnificência do prospecto foi possivel graças ao feliz afluxo de ouro e de pedras preciosas do Brasil, bens colocados ao serviço de uma politica mecenática e de reforço da autoridade real. Foi igualmente preciosa a pedra lioz de PêroPinheiro e de Sintra, de cor ocre, que modela o conjunto, bem como os mármores do interior.

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