Página Inicial Data de criação : 07/09/01 Última actualização : 09/01/03 17:49 / 829 Artigos publicados
 

Monumentos Nacionais

Castelo de Ourém / Portas da vila / Portas de Santarém /Paço dos condes de Ourém/Abside da colegiada  (Monumentos Nacionais) Inserido Saturday 23 February 2008 23:57

O paço senhorial revela um carácter acentuadamente militar, com torres-baluartes avançadas, de diferentes volumes e traçado poligonal, ligadas por uma forte muralha. Tanto o corpo principal, de planta rectangular, correspondente à zona residencial, como os dois torreões, formam o conjunto casteleiro quatrocentista. Os três corpos são encimados por balcões machicolados, com altas cachorradas de alvenaria e arcaturas de tijoleira. No meio do pano de muralha que liga as duas torres abre-se uma porta em arco quebrado, no exterior, e abatido, no interior.
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Castelo de Ourém / Portas da vila / Portas de Santarém /Paço dos condes de Ourém/Abside da colegiada  (Monumentos Nacionais) Inserido Thursday 21 February 2008 23:07

O segundo conde de Ourém foi o famoso conde Andeiro, fidalgo da orunha, amante de D. Leonor de Teles. O terceiro conde foi o condestável Nuno Álvares Pereira, tal como profetizara um alfageme de Santarém. Mas a época de maior esplendor da vila ocorreu com o seu quarto conde. D. Afonso, filho primogénito dos condes de Barcelos. D. Afonso (filho de D. João I e depois 1º duqu de Bragança) e de D. Brites (filha de D. Nuno Álvares Pereira). Em meados do século XV, D. Afonso, entretanto elevado à categoria de marquês de Valença, mandou construir o seu paço nas muralhas do primitivo castelo e amuralhou a vila. O erramoto de 1755 causou danos profundos no castelo, e as Invasões Francesas de 1810 acentuaram a acção destruidora do terramoto. O Castelo acabaria por ser reabilitado, em grande parte graças à intervenção da Casa de Bragança, consciente do seu valor histórico e simbólico.
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Castelo de Ourém / Portas da vila / Portas de Santarém /paço dos condes de Ourém/Abside da Colegiada  (Monumentos Nacionais) Inserido Wednesday 20 February 2008 23:14

Classificado monumento nacional em 16-06-1910.

No ano de 1136, D. Afonso Henriques conquistou a vila fortificada aos mouros, doando-a a sua filha D. teresa. A infanta atribui-lhe o primeiro foral em 1180 e rebaptizou-a com o nome de Oureana, que evolui para Ourém. Em 1240, D. Sancho II doou Ourém a sua mulher, D. Mécia Lopez de Haro. A cidadela viria a ser elevada a sede de condado por D. pedro I, tendo como primeiro conde João Afonso Teles de Meneses.

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Tomar - Sinagoga  (Monumentos Nacionais) Inserido Tuesday 19 February 2008 23:51

A Sinagoga de Tomar, fica situada na actual Rua Dr. Joaquim Jacinto, num nível inferior ao do pavimento da rua. Antigamente designava-se esta rua de Judiaria, onde habitavam muitos judeus, que revelaram um importante papel no desenvolvimento da cidade de Tomar nos sécs. XIV e XV.
A Sinagoga foi construída por ordem do Infante D. Henrique em meados do séc. XV. Esta tem uma construção de planta quadrada com um abobadamento que assenta em quatro colunas.
Para efeitos acústicos, encontram-se nos cantos da Sinagoga oito bilhas de barro viradas ao contrário, estas encontram-se embutidas nas paredes.
Ao longo dos séculos, a Sinagoga teve várias funções de utilização. No séc. XVI foi transformada em Cadeia Municipal, passando depois para armazém no séc. XIX. Dr. Samuel Schwarz, em 1923, compra a Sinagoga e restaura-a, doando-a em 1939 ao Estado.
A Sinagoga em 1942/43 é alvo de obras de adaptação para acolher o actual Museu Luso-Hebraico Abraham Zacuto.

 

 

P.S. A imagem não é das melhores, mas é para vos mostrar e falar deste pequeno monumento de Tomar, se visitarem esta linda cidade não se esqueçam também da Sinagoga.

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Igreja de São João Baptista (matriz de Tomar)  (Monumentos Nacionais) Inserido Sunday 17 February 2008 23:30

Na fachada principal destaca-se o portal, inscrito em alfiz, cujos lavores flamejantes são caracteristicos da linguagem decorativa do ciclo manuelino. É formado por uma grande ogiva lanceolada e ornada de cogulhos, flanqueada por pilastras pinaculadas, onde se abrem nichos, ligadas por um renque horizontal de flores-de-lis. Sobre a porta rectangular, de ângulos arredndados, desenha-se o timpano com grilhagem de cantaria e baldaquino rendilhado. Nas enjuntas podem ver-se a esfera armilar, a cruz de Cristo, as armas régias, ou seja, a simbologia recorrente do periodo manuelino.

A empena recta, sobre o óculo, remata a fachada por outro renque de flores-de-lis, idêntico ao que encima o timpano do portal. É enquadrado por pináculo, com uma imagem em pedra, trajando de armadura, sobre a qual se mantém a dúvida sobre se se trata de São João Baptista ou São Jorge.

Do lado esquerdo da frontaria, ergue-se uma volumosa torre sineira, de planta quadangular, que passa a octogonal ao nivel das ventanas, rematada por um grande coruchéu piramidal, cintado por dois por dois anéis de pedraria. A torre ostenta um relógio proveniente da Porta do Sol do Castelo dos Templarios e aí colocado em 1523, por decisão de D. João III. Junto à pedraria da base, a oeste, encontram-se os restos relevados de uma pedra de forma trapezoidal, provavelmente oriunda de um tímpano, com dois leões a ladear um ramo florido e dois cachorros salientes, também esculpidos com animais.

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