É assim na serra de Bornes quando o nevoeiro desce até aos vales e o sol a raiar nos altos, parece mesmo o mar.
Pronto, está bem, é só para ficarem com
inveja das lindas paisagens que os meus olhos captam. 
Paisagens
Sempre gostei deste tipo de imagens, lugares esquecidos, completamente abandonados.
Mas não me admira nada...as pesoas também são abandonadas.
Esta é para o meu amigo virtual Gonçalo, eu sei como gostas de P&B.
Visitem o seu blog, é excelente, obrigado por me criticares e ajudares a melhorar o meu trabalho.
http://iso1975.blogspot.com
Este trecho do rio Tua precede à confluência no Douro, com o progressivo encaixe do leito entre margens que, de norte para sul, vão sendo cada vez mais declivosas e escarpadas. De matriz granitica, toda a paisagem, mesmo fora da influência directa do encaixe do rio, é geralmente agreste, sulcada pelas ribeiras subsidiárias e com as cumeeiras coroadas por blocos ciclópicos. Na parte sul deste trecho de terreitório, o coberto vegetal é condicionado por esta morfologia do terreno mais agreste e pelo clima, que oscila entre os frios rigorosos no Inverno e o calor abafado e seco no Estio, insinuando-se em matos que contornam os afloramentos ou cobrem as poucas áreas terrosas. A humanização desta paisagem é timida, com a agricultura a remeter-se a alguns interflúvios de cume plano e aos raros terraços de meia encosta. Já na parte norte deste território, em que a morfologia do terreno oferece algumas zonas mais planas, de suave ondulado, predomina o uso agrícola característico da Terra Quebte transmontana, em que as parcelas de olival, vinha, amendoeira e pomar desenham as suas geometrias na paisagem. Mas numa e noutra destas duas zonas o povoamento é especialmente disperso, com as aldeias, de pequena dimensão, isoladas pela adversidade dos acessos.
A abundância dos vestigios pré-históricos da presença humana nestas paragens sugere, por outro lado, que estas mesmas condicionantes de isolamento terão constituído critério de preferência para os construtores de dólmenes e de castros.
Situado em Trás-os-Montes, concelhos de Alijó, Murça (distrito de Vila Real), Carrazeda de Ansiães, Vila Flor e Mirandela (distrito de Bragança).
O rio Tua é um afluente do Douro formado pela confluência dos rios Tuela e Rabaçal, ambos nascidos em terras espanholas. A união dos dois rios gémeos faz-se a norte de Mirandela e a partir daí o Tua corre por um vale largo de declive regular onde a vinha e o olival persistem. A jusante de São Lourenço o vale torna-se estreito e profundo, sulcando os planaltos de Alijó e Carrazeda de Ansiães, onde imperam os despenhadeiros a pique, por onde no inverno correm turbulentas as águas. Em 50 quilómetros de comprimento o curso de água desce 138 metros, sendo que o declive do troço de jusante é, aproximadamente, o dobro do de montante.
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