Página Inicial Data de criação : 07/09/01 Última actualização : 09/01/03 17:49 / 829 Artigos publicados

Dias de Lazer

Os velhos guardiões do Douro  (Dias de Lazer) Inserido Sunday 02 November 2008 23:49

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Barco Rabelo - Ribeira do Porto  (Dias de Lazer) Inserido Thursday 30 October 2008 22:52

É impossível separar, historicamente, a navegação do Douro do comércio a que os ingleses chamariam Port Wine e do seu primeiro meio de transporte, o Barco Rabelo.

A sua origem, no entanto, deixa algumas duvidas pois entre características nórdicas, mediterrâneas ou orientais nenhuma apresenta predominância, o que pelo que lemos concluímos que uma vez que é certo é que aos barcos de couro( barco primitivo do Douro, forrado com peles de animais), sucederam os de madeira e não menos certo, que estes, pela maneira como são construídos, são do norte. Depois com os romanos, e já com os outros povos orientais que por aqui passaram e se fixaram, outras características teriam surgido, aperfeiçoando a adaptação às necessidades da navegação do curso difícil do Douro. 

 

Vela Quadrangular

Como barco de rio de montanha, o rabelo não tem quilha, ou melhor, transformou-se em barco de fundo chato; além disso, a sua construção, de tábuas sobrepostas, tábua trincada, é nórdica, em oposição à do Mediterrâneo.

Do oriente, vem, talvez, o testemunho morfológico e o velho eco do Latio na actual nomenclatura do rabelo.

Quanto à vela, é quadrada, formato comum aos barcos do norte e do sul. Porém, quanto aos mastros, novo reparo se deve fazer. Os primeiros só usavam um, enquanto que os segundos usavam também um mastro à proa.

Analisando os remos, possivelmente ainda iguais aos primitivos usados nos barcos do Douro, vemos que eles se integram, de algum modo, no grupo que parece proceder de povos com tradições totémicas.

 

Fundo Chato

Isto é um elo a prender o rabelo à cultura do mundo antigo mediterrâneo e oriental.

Temos nós, no rabelo, o taburno ou coqueiro, que bem pode ser uma reminiscência dessa câmara dos barcos dos homens do norte.

O barco rabelo passou, propriamente, a ter a sua identidade bem definida, em 1792, quando a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto-Douro, publicou os alvarás e mais documentos que se relacionavam com a notável instituição pombalina. Nessa publicação, conhecida vulgarmente por Leis da Companhia, encontram-se preciosos informes, referentes tanto ao barco como aos seus tripulantes, como ainda ao tráfego a que se destinavam.

 

Taburno ou Coqueiro

Ao descer o rio, os rabelos traziam o vinho do Douro. Constituíam, no passado, senão o único meio de transporte entre o Porto e as terras de riba-Douro, pelo menos o mais acessível. Inalterável na forma durante séculos e séculos, o deslizar do barco rabelo é solene, majestoso no equilíbrio do seu conjunto, com grandeza no aparato rude da sua arquitectura.

O casco , de madeira ordinária, é feito ao jeito das águas sombrias do rio. A vela, de linho humilde, entrega, confiante, os seus destinos aos desígnios de Deus.

O colorido sóbrio e pitoresco do barco, a bizarria dos trajes dos marinheiros, a grandeza da paisagem, tudo se reúne para que no nosso espírito alguma coisa fique marcado indelevelmente.

Pelo seu todo, desde um tempo majestoso e bizarro, é que o rabelo é a mais típica das embarcações fluviais portuguesas.

Porém, o rabelo, dentre todos toma um lugar de primacial destaque, não só pela sua constituição própria, como também pelo seu papel, dentro da região onde presta relevantíssimos e únicos serviços.

É inconfundível o seu porte especial, respirando antanho, altivo de linhas, que mais não esquecem a quem alguma vez o veja subindo ou descendo o rio, de vela panda, larga e quadrangular.

O rabelo, colaborador da prosperidade duriense, é o brasão de armas da região, escreveu alguém, e com acerto.

Pela sua origem, pelos seus serviços, pela sua imprescindibilidade, não podia deixar de vir a tornar-se um símbolo heráldico, bem honroso e bem inconfundível, de uma região única no mundo.

São os rabelos construídos pelos próprios marinheiros, em qualquer local das margens, no surgidoiro ou portelo que lhes fica mais à mão e que seja perto do fornecedor da madeira.

Há alguns pontos, porém, onde mais vulgarmente se armam os estaleiros, por causa da vizinhança de carpinteiros que lhes vão dar sua ajuda. Alguns desse lugares mais importantes são Castelo de Paiva e Vimieiro, no concelho de Marco de Canaveses, Porto Antigo, Barqueiros, Entre-os Rios e Bitetos.

E, assim, de mãos tão rudes, com técnica tão primitiva, utilizando produtos da terra, materiais bem humildes (o pinho, o castanho e o linho), sai um conjunto tão sóbrio na sua equilibrada concepção, imponente de aspecto, altivo de porte, verdadeira embaixada de uma grande época já distante.

Construído o rabelo - o que não leva muito tempo, pois um barco que possa carregar cinquenta pipas, em dois meses está no rio - é lançado à água, e dela só é retirado, um dia, se é necessário reparar qualquer rombo ou meter-lhe alguma estopa.

Esta embarcação é de tonelagem variável. Hoje, os maiores barcos regulam carregar 45 a 50 pipas. Houve-os maiores, que comportavam 70, 80 e até 100 cascos, que andavam ao serviço da Companhia Velha; mas devido ao maior risco que apresentavam para navegar o Douro, uma prudente medida legislativa, de 1972, já citada, proibiu a construção de barcos de tais dimensões.

Havia os barcos maiores, chamados matrizes, e os menores, designados por trafegueiros, que também podiam receber o vinho a transportar, desde que fosse presente o feitor ou confidente.

Os rabelos, ao contrário das outras embarcações fluviais conhecidas, trazem inscrito, interiormente e junto à proa, o número do registo da Direcção dos Serviços Hidráulicos e Eléctricos do Porto. Na maioria dos casos os rabelos têm nomes que são pintados em caracteres rudes, do lado de fora dos bordados, com frequência a tinta de escrever ou equivalente.

Esses nomes são de natureza: "Vamos com Deus", "N.ªS.ª da Boa Viagem", "N.ªS.ª do Carmo" etc.

Afastados á muito da sua actividade inicial os rabelos são hoje utilizados em regatas, passeios no rio e outras iniciativas que recordam os seus tempos de glória.

 

Texto de http://www.portoxxi.com/cultura/ver_folha.php?id=10

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Ribeira do Porto  (Dias de Lazer) Inserido Sunday 26 October 2008 23:40

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Ribeira do Porto  (Dias de Lazer) Inserido Tuesday 21 October 2008 23:31

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Um aninho de vida  (Dias de Lazer) Inserido Monday 01 September 2008 23:57

Pois é meus amigos, hoje o meu blogue está de parabéns, faz o seu primeiro aniversário.

Tudo começou porque o meu marido quase que me empurrou a fazê-lo, como eu gostava de fotagrafia e já tinha o vicio de visitar e comentar blogues fotográficos, então dia 01/09/2007 iniciei esta nova etapa da minha vida.

Em primeiro lugar o meu agradecimento vai para ele que me incentivou e que hoje é dificil estar um dia sem ver as novidades. O apoio dele é tão grande que a minha prenda de aniversário foi uma Nikon D40.

Aqui encontrei grandes amigos que têm estado a meu lado nos bons mas também nos maus momentos e nunca me deixam ficar triste, não preciso escrever aqui seus nomes, nossa amizade já se tornou muito especial, não se resume a troca de visitas e comentários nos respectivos blogues, aqui se formaram grandes amizades.

Hoje é o 806º artigo com um total de 22921 visitantes, 70905 visualizações e 2649 comentários.

O meu muito obrigado a todos vós que continuam a visitar o Lente Oculta, que me ajudaram a crescer com criticas construtivas e que nunca me deixarem desitir.

Aqui deixo esta foto que tirei no dia que conheci uma AMIGA QUE DEIXOU DE SER SÓ VIRTUALMENTE.

 

OBRIGADO A TODOS, SEM VOCÊS ESTE PEQUENO CANTO NÃO ERA NADA.

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